Área de atuação · Pensão alimentícia

A pensão deve refletir a realidade da família.

Não existe um percentual fixo que funcione para todos. O valor deve ser analisado de acordo com as necessidades de quem recebe, as possibilidades de quem paga e as responsabilidades de cada parte.

Kelvin Vinicius PereiraOAB/BA 86.101

Fixação e revisão

A formalização evita que a obrigação dependa de conversas ou promessas.

Quando não existe um valor formalizado, pode ser necessário pedir a fixação da pensão. A análise pode considerar alimentação, moradia, escola, saúde, transporte, terapias, a renda dos responsáveis e as necessidades específicas de quem recebe.

Já definida a pensão, a revisão pode ser analisada quando a situação mudou de forma relevante — ao lado estão as situações mais comuns.

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  • iAumento ou redução de renda, desemprego ou mudança de trabalho
  • iiCrescimento das despesas da criança
  • iiiMudança de escola, tratamento médico ou terapias
  • ivNascimento de outros filhos
  • vMudança de guarda
  • viIngresso na universidade ou independência financeira
  • viiAcordo antigo que não corresponde mais à realidade

A existência de uma mudança não garante que o valor será aumentado ou reduzido. É necessário provar o que mudou.

Redução e aumento

O valor pode mudar quando a realidade muda

i

Redução de pensão

Demissão, redução salarial, doença, queda comprovada de faturamento, mudança de guarda ou novas responsabilidades familiares podem ser relevantes. A redução não deve ser feita por conta própria: enquanto a obrigação estiver vigente, a diferença pode continuar sendo cobrada.

ii

Aumento de pensão

Pode ser discutido quando as necessidades cresceram — despesas escolares, tratamento de saúde, medicamentos, terapias — ou quando a capacidade financeira de quem paga mudou. A revisão precisa ser baseada em documentos e informações concretas.

Despesas extraordinárias

Além do valor mensal, podem existir despesas como matrícula, material escolar, plano de saúde, medicamentos, tratamentos e atividades específicas. É importante definir quais despesas estão incluídas, qual percentual cabe a cada parte, como os comprovantes serão enviados e em quanto tempo haverá reembolso. A falta de regras claras costuma gerar conflitos.

Quando a pensão vira conflito

Cobrança, defesa em execução e exoneração

i.

Cobrança de pensão atrasada

Análise da decisão ou acordo, identificação das parcelas vencidas, cálculo atualizado e escolha do procedimento adequado. Quanto mais parcelas se acumulam, mais difícil pode ser resolver a situação.

ii.

Defesa em execução

Quem recebeu uma intimação precisa observar o prazo e reunir documentos. A defesa pode ser necessária quando o valor está errado, pagamentos não foram considerados ou existe possibilidade de negociação.

iii.

Exoneração de pensão

A pensão não termina automaticamente aos 18 anos. Maioridade, conclusão dos estudos, renda própria ou mudança de guarda podem justificar o pedido — mas a obrigação não deve ser encerrada por conta própria.

A prisão civil é uma medida jurídica possível em determinadas situações, mas depende de requisitos e decisão judicial. Ela não deve ser tratada como ameaça informal.

O que não fazer

Em pensão alimentícia, algumas decisões não devem ser tomadas por conta própria.

  • Não pare de pagar sem orientação.
  • Não reduza o valor por conta própria.
  • Não confie apenas em acordo verbal.
  • Não faça pagamentos sem comprovante.
  • Não ignore intimações nem deixe a dívida crescer.
  • Não impeça a convivência por falta de pagamento.
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Conteúdo de caráter informativo. Cada caso exige análise individual.

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