Área de atuação · Inventário e partilha

O inventário transforma uma situação pendente em patrimônio regularizado.

Após o falecimento, os bens não passam automaticamente para o nome dos herdeiros. O inventário é necessário para identificar quem tem direito, levantar bens e dívidas, calcular tributos e formalizar a partilha.

Kelvin Vinicius PereiraOAB/BA 86.101

Cartório ou processo judicial

Dois caminhos para o mesmo objetivo

i.

Inventário extrajudicial

Em alguns casos, o inventário pode ser feito em cartório. Mesmo quando existe acordo entre todos, é necessário conferir documentos, direitos e obrigações.

  • Identificação dos herdeiros e certidões
  • Levantamento de bens e dívidas
  • Análise de testamento
  • Cálculo do imposto e definição da partilha
  • Escritura e registros posteriores

A possibilidade de utilizar o cartório depende dos requisitos aplicáveis ao caso.

ii.

Inventário judicial

Pode ser necessário quando a via extrajudicial não é adequada. No processo, um inventariante pode ser nomeado para representar o espólio e prestar informações.

  • Conflito entre herdeiros
  • Herdeiro que não colabora
  • Discussão sobre bens ou suspeita de ocultação
  • Necessidade de produzir provas
  • Falta de consenso sobre a partilha

A organização dos documentos é essencial para evitar que o procedimento fique parado.

Conflitos entre herdeiros

Nem toda divergência precisa terminar em uma disputa longa.

Quando existe espaço para negociação, é possível construir soluções. Quando não existe acordo, pode ser necessário pedir uma decisão judicial.

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  • iUso exclusivo de imóvel por um dos herdeiros
  • iiDiscordância sobre venda ou sobre o valor dos bens
  • iiiRetirada de dinheiro e administração dos bens
  • ivDoações feitas em vida
  • vFalta de prestação de contas
  • viOcultação de patrimônio e discussão sobre dívidas

Atenção especial

Imóveis, empresas, sobrepartilha e inventário antigo

i.

Inventário com imóveis

Matrícula desatualizada, contrato sem registro, imóvel rural, dívidas, diferença de área ou posse sem escritura. Depois da partilha, ainda pode ser necessário registrar a transferência no cartório de imóveis.

ii.

Inventário com empresas

Contrato social, percentual de participação, valor das quotas, administração e continuidade da empresa. Uma sucessão mal organizada pode afetar tanto a família quanto o funcionamento do negócio.

iii.

Sobrepartilha

Necessária quando um bem é descoberto depois da conclusão do inventário — contas, imóveis, valores liberados posteriormente. O fim do inventário não impede a regularização de bens encontrados depois.

iv.

Inventário antigo

Herdeiros que também faleceram, documentos perdidos, divisão informal da família. O primeiro passo é reconstruir a situação: quem faleceu, quem herdou, quais bens existem e quais documentos ainda podem ser obtidos.

A conclusão do inventário e a regularização do imóvel são etapas ligadas, mas não são exatamente a mesma coisa.

Riscos de adiar

Um inventário adiado pode ficar mais caro e complexo.

  • Imóveis e veículos ficam difíceis de vender ou transferir.
  • Valores podem permanecer bloqueados.
  • Conflitos tendem a aumentar com o tempo.
  • Multas ou encargos tributários podem existir, quando aplicáveis.
  • Novos falecimentos aumentam o número de herdeiros envolvidos.
  • Bens e documentos podem se perder ou deteriorar.

Quanto mais tempo passa, maior pode ser o número de pessoas, documentos e problemas envolvidos.

Quero iniciar ou regularizar um inventário

Conteúdo de caráter informativo. Cada caso exige análise individual.

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